quinta-feira, 20 de abril de 2017

De regresso

Regressada do retiro anual de Hatmara, em Monchique, no fantástico Karuna, e apesar de apenas aí ter dispendido 3 dias e meio, o regresso prova-se sempre complicado e surpreendentemente difícil... é o regresso às rotinas, é o ambiente ruidoso, apressado, poluído, é o choque energético resultante da diferença de frequências... e assim enfrentamos um novo desafio: como manter ou prolongar o estado de espírito, consciência e vibração daqueles dias na nossa vida material e conformada? Ou como encontrar maneiras de introduzir práticas e momentos que nos voltem a sintonizar com essa energia e disposição?
Sim, porque isolarmo-nos num retiro e aí experienciarmos e vivermos de forma presente, mindful e consciente, isolados de outros estímulos, responsabilidades e pressões, é uma coisa; outra, totalmente diferente, é trazermos essa prática para o nosso dia a dia...
Facilmente e sem aviso damos por nós a combater o tempo e as pressões, e a negligenciarmos o nosso tempo próprio de meditação, de práticas, de foco e presença... a negligenciarmo-nos, enfim.
Não precisamos de viver como monges ou eremitas, e as experiências e alegrias materiais e físicas fazem parte do nosso potencial e da nossa missão neste planeta; o desafio está exactamente aí: em procurar este equilíbrio entre o céu e a terra, vivendo plenamente na nossa dimensão terrena sem perdermos o contacto com  a nossa dimensão espiritual e universal, e vice-versa, ou seja, sem escapismos espirituais para negarmos a nossa dimensão humana. Viver a espiritualidade com os pés bem assentes na terra, eis algo que muitos de nós temos dificuldade em cumprir e experimentar de forma completa ou equilibrada :)
Gratidão pela possibilidade de trilhar este caminho, ainda muitas vezes sem entender aonde me leva, e com dificuldades e obstáculos por vezes sentidos como imerecidos, mas provavelmente necessários!
Regresso assim, de mansinho, respirando sempre... até já!

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