O mês de março vibra naturalmente numa energia de 3, que nos refere a comunicação e a criatividade; ou seja, anunciando a primavera com o desabrochar das flores e o regresso das andorinhas, a saída dos estados migratórios e a passagem para o despertar para um novo ciclo, ele contém em si a mensagem desse mesmo despertar e desabrochar, promovendo as pontes entre os seres e influenciando o surgimento de ideias, inspirando os dotes artísticos em qualquer forma de expressão, representando a nossa ligação ao mundo exterior através da comunicação e partilha de ideias e criações.
Tenhamos sempre presente este pano de fundo para as semanas que vão preencher este mês, concedendo-nos tantas novas possibilidades de honrarmos esta energia tão promissora e tão fértil!Por sua vez, o dia de hoje conjuga-se totalmente nos afectos, emoções e nos relacionamentos, remetendo-nos para os valores familiares, para as relações pessoais, criando oportunidades para trabalharmos esses aspectos, convidando-nos a olharmos para as nossas verdades e necessidades, mas sem descurarmos os que amamos - são as vibrações do 6 e do 2 a reclamarem esta atenção.
O que esperamos destes relacionamentos, o que damos a eles? O que desejamos para as nossas relações? E quantos dos valores por que nos regemos são verdadeiramente nossos ou reflectem apenas valores externos que assimilamos cultural ou socialmente?
O mote para hoje será indubitavelmente honrar as nossas emoções, não no sentido de nos deixarmos arrastar por elas, mas de as reconhecermos, abraçarmos e aceitarmos, observando-os num exercício amoroso de aceitação e gratidão, para depois entendermos qual o escopo de cada uma: até que ponto são mecanismos de protecção da nossa criança interior, ferida ou magoada, até que ponto reflectem os aspectos ou camadas que construímos à nossa volta no intuito apenas de nos defendermos de novas agressões ou sofrimentos?Até que ponto seremos capazes de voltar a confiar e a correr o risco?
O Arcano do dia para hoje é o Arcano VIII, A Justiça, que nos fala de rigor, neutralidade, imparcialidade, ou seja, reclama que olhemos para estes nossos processos emocionais como um observador externo, livre de envolvimento; a Justiça fala desta distância, e alerta-nos para esta necessidade a fim de alcançarmos equidade e justa retribuição.
Trabalhar as nossas emoções com neutralidade, observando com a distância possível, é a única forma de as aceitarmos e compreendermos, de forma profunda e completa, conseguindo assim desvendar o que as fundamenta e porque as sentimos.
Ousem mergulhar na vossa alma e nos vossos relacionamentos, descobrindo a vossa verdade e o que vos faz vibrar! Sejam alegres e desprendidos! Yehi Or
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