quinta-feira, 29 de setembro de 2016

actualizações

Alguns de vocês podem ter passado nos últimos dias por uma experiência bastante exasperante trazida pela última actualização do Windows 10: se o vosso ou vossos pcs também forem como dois dos meus com certeza se têm debatido com problemas neste processo, nomeadamente causando a que o arranque do sistema tente iniciar a partir da drive de dvd ou cd em vez do disco rígido, como seria desejável.
E depois de vocês -provavelmente - terem ido a motherboard alterar a ordem de arranque, no dia seguinte, a besta da máquina - ou melhor, os bestas dos programadores da Microsoft, que impõem estas actualizações no global automaticamente! - volta a tentar actualizar (pelo menos se vocês cairem na asneira de escolher a opção actualizar e..., como eu fiz) e a coisa volta exactamente ao mesmo!!! E, depois de voltar a repor a ordem de arranque normal, o sistema tenta reparar o que nunca esteve mal anteriormente, e fazer diagnóstico, etc, com maior ou menor êxito; mas, eventualmente, não consegue aplicar a actualização, e regressa ao estado anterior (e bem aventurado, digamos assim) ou, em casos extremos (aconteceu num dos meus pcs) ele não consegue reparar nem restaurar nem coisa nenhuma e nunca mais arranca daquele disco...
Para lá da paciência, alguma exasperação e muitos suspiros e sopros, nuns quantos dias seguidos confrontada com estes cenários (e vejam só, Mercúrio está directo, Júpiter está em grande, enfim, até os astros parecem estar a nosso favor!), dei por mim a pensar na semelhança deste processo com a nossa própria «actualização» pessoal...
E não consegui deixar de sorrir perante a semelhança e paralelismo com o processamento de muitos dos nossos padrões e crenças, perspectivas e concepções do mundo, perante a nossa própria necessidade (ou a da nossa Alma) em evoluir, em mergulhar no mais fundo da sua sombra para só assim, que nem a Fénix renascida das cinzas, poder olhar para a Luz, poder construir o caminho mais adequado para a sua essência e missão na vida.
Estes processos internos são doloroso e sofridos, exigindo empenhamento, compromisso, entrega à dor e ao aperto, e podem debater-se ou esbarrar com os nossos medos, receios, dificuldades e assim serem frequentemente sabotados, abortados, não tendo sucesso na actualização do software instalado!
E, desta forma, continuamos a remoer e a usar sistemas gastos ou rígidos, emperrados e lentos, por receio dos bugs, das mudanças, da novidade, receio até do voo da nossa Alma rumo à Luz ou à nossa verdade e essência; por vezes, não conseguimos mesmo instalar a desejada actualização porque o sistema está demasiado obsoleto (adiámos as actualizações intermédias...) ou porque possui erros e vícios instalados que necessitam de uma limpeza eficiente; por vezes, ainda, há uma incompatibilidade entre sistemas, sendo necessário aguardar que os programadores, alertados para estas falhas, bugs e glitches, procedam a uma «actualização» da actualização, ou, pelo menos, à introdução de códigos de compatibilidade ou correcção na actualização em si...
Seja qual for a causa, sermos capazes de olhar para estes processos, mesmo que seja para reconhecer que não estamos prontos para olhar e abraçar esta Sombra ou para abraçar as inovações ou progressos propostos, já é um passo em frente, um passo no sentido do trabalho interior.
Hoje, proponho-vos, pois, que dediquem alguns minutos do vosso dia a pensar sobre as vossas actualizações (ou resistência às mesmas) e sobre as vossas crenças e programas instalados: sentem-se prontos para abraçarem a mudança que aí vem?

Sejam, pois, sempre felizes!
Yehi Or!


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