Alerta-nos, pois, para essa necessidade de estarmos atentos e abertos às mudanças, ao novo, e de não ficarmos agarrados ao passado, ao conhecido e seguro, pois uma atitude de receio ou de negação do novo e da mudança acarreta sempre a estagnação, a solidão e o atraso.Pode indicar para uns a chegada de notícias ou alguma novidade, pode apresentar soluções ou respostas novas para problemas anteriores, ou pode validar a mudança que apresenta, seja interior ou externa.
Em todo o caso, é uma carta que nada nos diz quanto ao sucesso ou insucesso dessas mudanças ou alterações; é completamente neutra na forma como expressa esse movimento contínuo da vida, refletindo tão só a sua passagem, sem juízos, considerações ou emoções.
Da mesma forma que o Sol e a Lua se perseguem, que as estações se sucedem, que o homem cresce e amadurece, tudo é efémero, tem o seu momento e o seu termo, dando lugar a algo novo; essa impermanência é a base de toda a Vida como a conhecemos, e é isso que a roda nos lembra.
Ainda que a mudança ou a alteração que ela anuncia seja dolorosa ou menos agradável, ou mesmo que seja algo de esperançoso e pleno de promessas e frutos, lembra-nos que tudo isso também passará.
Não devemos, pois, querer prender os momentos ou fases que julgamos melhores, nem podemos permanecer numa situação imutável ou mais ou menos confortável ou segura; só pela compreensão desta imutabilidade e desta sucessão, pela aceitação do movimento natural e da efemeridade da nossa presença podemos realmente evoluir e crescer.
O convite é para sabermos fluir e assim crescer, abraçando as mudanças e as novidades.
Sejam, pois, só por hoje, movimentadamente felizes! Yehi Or!
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