O Arcano XIII, A Morte, é das cartas mais temidas e, após a Torre, das menos compreendidas do Tarot. O seu aspecto e representação instila algum receio nos consulentes, e nem sempre é fácil integrar e absorver os seus ensinamentos.
Na verdade, ela transmite-nos a necessidade de encararmos os fechos, os encerramentos, seja de fases, ciclos ou relacionamentos, de projectos ou compromissos, e pede-nos que corajosamente nos libertemos de tudo o que já não nos serve, tudo o que já cumpriu o seu papel ou missão, pois a renovação só será possível quando deixarmos de sustentar as amarras que nos ligam ao passado.
Tal como no fim de cada estação arrumamos as roupas que já não vamos usar, colocando no seu lugar as roupas da nova estação, esta carta pede-nos que vamos ainda mais fundo e nos libertemos, seja doando, seja eliminando, de todas as peças que já não vestimos e teimamos em manter no armário apenas porque guardamos alguma lembrança a elas ligada, ou porque esperamos voltar a vesti-las um dia, caso consigamos perder os kilos a mais a moda volta a mudar...
Fala-nos assim, também, de processos dolorosos, processos de desapego e libertação, seja voluntária, seja imposta.
Aproveitemos hoje para reflectir sobre tudo aquilo que nos está a pedir mudança e evolução; reflictamos depois sobre aquilo que nos está a prender e a impedir essa mudança. Mesmo que não possamos ainda eliminar tudo, está na hora de dar alguns passos nesse sentido.
Por outro lado, podemos ser confrontados com uma perda ou separação inesperada, involuntária, e o que nos é pedido é que não nos oponhamos nem ofereçamos resistência, mas que aceitemos e saibamos esperar, na certeza de que fosse o que fosse já não nos servia, mesmo que ainda o não entendamos; o espaço assim aberto será o terreno onde as novas sementes poderão em breve germinar com algo mais adequado e adaptado à nossa evolução e necessidades.
Sejam, pois, só por hoje, pacientemente felizes! Yehi Or!

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